10-11-2009
CONVITE - APRESENTAÇÃO AOS PROTAGONISTAS - PARE, ESCUTE, OLHE, DE JORGE PELICANO - 14 NOV | 17 h e 21h30 | MIRANDELA
CINE H2O | MIRANDELA | 14 NOV
17H e 21H30 | CENTRO CULTURAL DE MIRANDELA
[No final da sessão debate com o realizador Jorge Pelicano]
Depois da participação no DOCLISBOA e no CINE ECO, em Seia, PARE, ESCUTE, OLHE, vai ser apresentado aos protagonistas do filme que, pela primeira vez, vão ver as suas estórias reflectidas numa tela.
Fernanda vive numa estação abandonada.
Berta, utilizadora frequente do comboio, necessita do transporte para ir ao médico ou simplesmente comprar um litro de leite.
Pedro Couteiro, activista, um acérrimo defensor dos rios.
Jorge Laiginhas, escritor transmontano, conduz-nos às entranhas e beleza do vale.
Abílio Ovilheiro, ex-ferroviário, vive numa estação activa, autêntico sabedor de notícias da região.
Através do seu quotidiano, do acompanhamento das suas estórias de vida ao longo de dois anos e meio - PARE, ESCUTE, OLHE - é um documentário interventivo, que assume o ângulo do povo para traçar um retrato profundo de Trás-os-Montes.
CINE H2O - Mirandela, 13, 14 e 15 de Novembro de 2009
O Festival Ibérico de Imagens sobre os Temas da Água (Cine H2O) tem como objectivos a divulgação das obras cinematográficas e televisivas relacionadas com os rios e os recursos hídricos em geral, incluído os relativos à água de beber e a educação ambiental.
::Prémios::
Melhor Documentário Português, DOCLISBOA 09
Melhor Montagem, DOCLISBOA 09
Prémio IPJ Escolas, DOCLISBOA 09
Grande Prémio do Ambiente, CINE ECO 09, Seia
Grande Prémio da Lusofonia, CINE ECO 09, Seia
Prémio Especial da Juventude, CINE ECO 09, Seia
MCLT - Movimento Cívico pela Linha do Tua
http://www.linhadotua.net
09-11-2009
Ciclo Cinema Arte - O Muro de Berlim - Espelho da História da Alemanha
Amanhã, dia 10 de Novembro, às 10h00 inaugura no MNAC - Museu do Chiado o
Ciclo Cinema Arte - O Muro de Berlim - Espelho da História da Alemanha,
comissariado por Ellen Blumenstein.
Este ciclo integra-se nas Celebrações dos 20 anos da Queda do Muro organizado pelo Goethe Institut de Lisboa.
Cinema Arte
O Muro de Berlim - Espelho da História da Alemanha
Um programa de filmes e vídeos de Ellen Blumenstein
10 - 29 Nov 2009, terças a domingos 10h00 - 18h00
Sala Polivalente, Piso 0 Entrada Livre
Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado
Rua Serpa Pinto, 4
1200-444 Lisboa
Tel. + 351 213 432 148
Fax + 351 213 432 151
E-mail: mnac-museudochiado@imc-ip.pt
Website: www.mnac-museudochiado.imc-ip.
"Berlim é o símbolo da divisão do mundo, um ponto universal, o sítio onde a
reflexão sobre a unidade, simultaneamente necessária e impossível, se
concretiza em cada um dos seus habitantes. É aí que se faz não só a
experiência de ter um domicílio, mas igualmente a da sua falta."
Maurice Blanchot, Der Name Berlin (O Nome Berlim), em: Ecrits politiques,
1983
O Muro de Berlim, simultaneamente realidade física e símbolo dramático da
separação da Alemanha e da própria guerra fria, manteve-se, durante toda a
sua existência, constantemente presente e iniludível, tanto para os
habitantes da cidade como para os seus descendentes e visitantes. Apesar da
sua inexistência, o Muro permanece ainda como uma realidade fisicamente
quase palpável, que na análise retrospectiva adquiriu uma nova carga
simbólica, desta vez tanto para as transformações globais, políticas e
sociais, como para a própria mudança cultural que se deu ao longo das
últimas duas décadas. Artistas e realizadores de cinema, que pelas mais
variadas razões escolheram a cidade para nela viverem e trabalhar, têm
repetidamente tematizado a sua relação com Berlim, aproveitando-a, não raras
vezes, para através dela articularem reivindicações políticas e sociais mais
abrangentes. Mesmo quanto não constitui o principal cenário, o Muro tem
constituído sempre um requisito ou uma condição essencial para a acção
fílmica.
Este ciclo reúne produções de artistas e realizadores que ao longo de 4
décadas se confrontaram com esta realidade. Perspectivas diversas sobre a
cidade e a forte conotação simbólica da sua "imagem de marca" confrontam-se,
definindo a imagem por vezes imediata e subjectiva, por vezes impessoal ou
supra-pessoal de um mundo em constante transformação. Nas produções quase
exclusivamente realizadas a partir de uma perspectiva ocidental, o Muro foi,
até ao início dos anos 80, apresentado de uma forma isolada ou simplesmente
omitido, para que o sentimento de vida especial e característico de Berlim
ocidental pudesse ser realçado. Em Berlim Oriental quase que não existem
gravações do Muro ou do quotidiano durante esse período, já que fotografar e
filmar pressupunha na RDA provas dadas de fidelidade ideológica para com o
regime.
No final da década de 80, inicia-se uma abordagem cada vez mais
contextualizada, que não só começa a tematizar o leste, o ocidente e o Muro
nas suas múltiplas e recíprocas relações, como também, partindo daquela
situação concreta, questiona aspectos que o transcendem, como as relações
entre o socialismo e o capitalismo, os perdedores e os ganhadores da
transformação histórica ou as estruturas do poder e da dominância masculina.
Como é óbvio, os filmes mais actuais debruçam-se sobre os "sítios vazios",
originados pelo desaparecimento do Muro, e sobre as consequências que esse
mesmo desaparecimento tem tido, tanto ao nível da cidade como dos seus
habitantes.
Ellen Blumenstein
[PROJECÇÕES EM MONITOR TV]
10 a 29 Nov
Die tödliche Doris: Naturkatastrophenballett (1983) e
Naturkatastrophenkonzert (1983), 1' 30'' e 6', alemão
Os videoclips Naturkatastrophenballett e Naturkatastrophenkonzert da banda
Die Tödliche Doris, fundada em 1980 em Berlim por três estudantes de arte,
podem ser entendidos como um projecto de arte vídeo; no Postdamer Platz,
muito próximo do Muro, ou seja, na zona central de Berlim, a banda coloca em
cena o centro esvaziado da cidade, apontando o dedo para a contínua negação
do "outro lado", praticada por ambas as partes.
Ramona Köppel-Welsh: Konrad! Sprach die Frau Mama (1989), 9' 26'' p/b, s/som
Esta colagem fílmica é um dos poucos documentos (ilegais) que nos mostram
imagens provenientes do lado oriental do Muro. A realizadora consegue reunir
e montar em breves sequências encenadas, antigas cenas filmadas por amadores
e imagens secretamente captadas da fronteira entre as duas Alemanhas. Surge,
assim, um poema filmado de uma densidade claustrofóbica, sobre a vida
emparedada no leste da Alemanha.
Hito Steyerl: Die leere Mitte / The Empty Center (1998), '62', alemão,
legendado em inglês
Ao longo de oito anos Hito Steyerl observa as transformações arquitectónicas
e políticas ocorridas no Postdamer Platz. Durante décadas a grande praça
central tinha permanecido abandonada, até que o centro do poder político
voltou a instalar-se em Berlin Mitte. Simultaneamente, há pessoas que são
empurradas para a periferia da cidade. A história da Praça torna claro que
desde sempre foi necessária uma demarcação contra emigrantes e minorias,
para que um poderoso centro da Nação pudesse ser edificado. O filme,
contudo, esforça-se por dar voz e história àqueles que continuam excluídos
desse centro.
Judith Hopf/Katrin Pesch: The Uninvited (2005), 16', alemão, legendado em
inglês
The Uninvited é um retrato quase documental de um dia de uma jovem família,
que passeia pela "Neue Mitte" ("Novo Centro") de Berlim. As realizadoras
focam os efeitos que as transformações do antigo bairro dos celeiros -
situado no centro geográfico da cidade e cenário da subcultura e da cena
artística - têm sobre os seus habitantes.
Lars Laumann: Berlinmuren (2009), 24', inglês
O filme debruça-se sobre uma relação particularmente invulgar: a história de
amor entre o muro de Berlim de Elja-Riita e o verdadeiro Muro de Berlim. A
abordagem não é em primeira linha documental, já que o realizador se deixa
conduzir por um interesse genuíno, que sabe respeitar os aspectos
específicos dos fenómenos sociais marginalizados. O realizador não se ocupa
apenas com as estranhas deformações da cultura popular contemporânea, mas
também com a sua génese e com os condicionalismos existentes na sociedade
que as motivaram.
Sven Johne: The Tears of the Eyewitness (2009), 22', inglês, legendado em
alemão
O filme concentra-se na construção das recordações: para um documentário
televisivo americano sobre a Queda do Muro, pretende-se produzir material
com a necessária consistência emocional. Antes do início das verdadeiras
filmagens, um treinador motivacional trabalha com o actor, sensibilizando-o
para o seu desempenho ao focar certos acontecimentos ocorridos em Leipzig
que conduziram ao colapso da RDA e à queda do Muro. Todas essas ocorrências
são recapituladas recorrendo a uma forma narrativa.
[PROJECÇÕES EM ÉCRÃ]
10 a 15 Nov
Shinkichi Tarjiri: Berlin Wall (1969/70), 20' 35", p/b, s/som
Nos finais dos anos 60, Shinkichi Tarjiri, um artista de origem japonesa,
nascido nos EUA e posteriormente residente em Paris e na Holanda, veio para
Berlim com uma bolsa do DAAD. Influenciado por uma forte ligação aos antigos
membros do grupo de artistas CoBrA (Constant, Asger Jorn, Karel Appel, entre
outros), Tarjiri debruçou-se, durante esses anos, sobre a relação entre a
expressividade e a emocionalidade, o racional e o irracional e
subconsciente, bem como sobre a influência que o espaço público exerce sobre
o indivíduo e a sua produção artística. Realizado poucos anos após a
construção do Muro, o filme documenta a sua tentativa de reflectir sobre os
efeitos dessa dramática intervenção arquitectónica e construtiva.
17 a 22 Nov
Thomas Arslan: Am Rand (1991), 24 min'
No seu trabalho final para a dffb, a escola superior de cinema de Berlim, o
realizador de origem alemã e turca Thomas Arslan desloca-se ao longo da
faixa do Muro, entretecendo imagens e sítios actuais com as suas recordações
do tempo em que o Muro ainda lá estava. A narrativa de Arslan não se
alimenta das necessidades de construção causal de um plot, mas antes de um
insistir na observação, da dinâmica própria dos espaços e dos movimentos que
neles se manifestam.
24 a 29 Nov
Gerd Conradt: Ein_Blick (1986), 11', só música
Gerd Conradt monta a sua câmara junto de uma janela num prédio em Berlim
Ocidental e aponta-a para um outro prédio na parte oriental da cidade. Entre
os dois edifícios encontra-se o Muro. Ao longo de 12 horas, a câmara captou
uma imagem por segundo, documentando assim as diferenças entre as duas
realidades quotidianas.
SESSÃO ESPECIAL
18 Nov 19h30
KP Brehmer - Walkings I-VI (1969/70), 15', p/b, inglês
Partindo do exemplo concreto do Muro de Berlim, o filme experimental
investiga, em seis sequências, a relação entre espaço e tempo e a que se
estabelece entre um local e a identidade. As sequências coincidem com
experiências que Brehmer realiza com a sua câmara. Por exemplo, o seu amigo
Stanley Brown tinha-lhe pedido, após um passeio que ambos fizeram numa
visita à cidade, que voltasse a filmar o passeio que haviam dado ao longo do
Muro. Para um outro Walk, o realizador tenta conjugar o factor tempo com a
distância percorrida, ao caminhar em direcção ao Muro.
Cynthia Beatt: The Invisible Frame (2009), 60', inglês/alemão, legendado em
português
Em 1988 Cynthia Beatt e Tilda Swinton fizeram uma viagem de bicicleta e
seguiram o curso do Muro de Berlim. Foi assim que surgiu a curta-metragem
Cycling the Frame, que se tornou um invulgar documento histórico (este filme
de 1988 é apresentado no âmbito do ciclo de cinema no Goethe-Institut - ver
em cima). Agora, a realizadora e a actriz aproveitaram a oportunidade para
repetir a viagem e rever a linha que o Muro cortou através do tecido urbano
da cidade: The Invisible Frame.
Marcel Broodthaers: Berlin oder ein Traum mit Sahne (1974), 10', sem som
Durante os seus tempos de bolseiro do DAAD em Berlim, Marcel Broodthaers
dedicou-se a filmar o quotidiano na parte ocidental da cidade. Sequências
das ruas do bairro de Charlottenburg alternam com imagens do próprio
Broodthaers - a fumar, a ler com os óculos besuntados de natas. Este filme é
simultaneamente um auto-retrato e uma homenagem do artista à cidade que o
acolheu.
06-11-2009
Dominique Villepin no Estoril Film Festival
DOMINIQUE VILLEPIN NO ESTORIL FILM FESTIVAL DOMINGO 8 de NOVEMBRO ANDRÉ MALRAUX - A INVENÇÃO DA POLÍTICA CULTURAL 14:00 - "L'ESPOIR" – um filme de André Malraux CENTRO DE CONGRESSOS DO ESTORIL Integrado na Programação do Estoril Film Festival de 2009, terá lugar, no Domingo, 8 de Novembro, às 14h30, uma Intervenção de Dominique de Villepin sobre as tendências contemporâneas da política cultural mundial,seguida de debate. Toda a informação em
O SEU CONTRIBUTO E A SUA HERANÇA
15:30 - Intervenção de DOMINIQUE DE VILLEPIN
SEGUIDA DE DEBATE
«Durante
anos, julgou-se, no mundo inteiro, que o problema da cultura era um
problema de gestão do lazer. É tempo de compreender que estes dois
elementos são profundamente distintos e que um é apenas o meio do
outro. É certo que um automóvel é sempre um automóvel, Mas quando este
nos leva aonde queremos ir é bem diferente de quando nos atira para um
precipício. Não haveria cultura se não existissem os lazeres. Mas não é
o lazer que faz a cultura: os lazeres são os meios da cultura.»
Excerto do discurso proferido por André Malraux na Assembleia Nacional Francesa, a 9 de Novembro de 1963
Faz 50 anos que André Malraux, sob a presidência do General Charles de
Gaulle, deu corpo ao primeiro ministério dos Assuntos Culturais
francês. Uma estreia absoluta no panorama político e governamental
internacional que se inscreve na já longa tendência francesa da
condução dos ditames culturais de um país e de um povo por um estado
monárquico, laico ou republicano. Já longa, porque remonta ao reinado
de François Ier, no século XVI, a primeira grande iniciativa de
mecenato oficial, ao atrair para terras gaulesas, a arte e o engenho do
génio de Leonardo da Vinci. Homem de literatura, apreciador das artes,
verdadeiro globe-trotter,
autor eclético e incontestado, reconhecido homem diplomático, Malraux
foi uma das maiores figuras francesas do século XX, bem como um
visionário político que, apesar de se manter junto do poder durante
várias décadas, soube nunca se render às comodidades do poder
estabelecido.
A propósito da «Excepção
Cultural» francesa que, nos anos 1990, se assumiu como um derradeiro
grito de insubmissão ao poder dominante da cultura anglo-saxónica,
sobretudo aquela oriunda dos Estados Unidos e das grandes indústrias
musicais e cinematográficas, será organizada uma comunicação aberta e
que convida ao debate e à reflexão crítica sobre a actual conjuntura
cultural em Portugal, na Europa e no mundo.
Dominique de Villepin, inconformado, gaulista, irredutível nas suas
ideias de pluralidade cultural, é um escritor, um pensador, um homem de
acção e uma reconhecida figura pública na cena política, diplomática e
cultural francesa e mundial. O antigo primeiro ministro de Jacques
Chirac, teve a pasta da cultura tendo sido ainda o dono do ministério
dos Negócios Estrangeiros durante a conturbada investida
anglo-americana (e ibérica) contra o Iraque, perante o silêncio
conformado da maioria dos estados ocidentais. Dominique de Villepin,
tal como se defendera cultural e filosoficamente contra um poder
dominante no mundo, disse não à invasão do Iraque, atirando uma pedra
no charco do pensamento dominante. Disse não, à invasão dos mercados
internacionais pelas majors de Hollywood e
da maiores editoras discográficas dos Estados Unidos, e disse não à
recente e polémica lei Hadopi que prevê a suspensão do acesso à
Internet aos utilizadores que recorram livremente a downloads não pagos
às redes de distribuição oficiais mundiais.
É, pois, de cinema, de
cultura, de arte e de política que se vai falar, no que toca a
liberdade de criação artística mas também, e sobretudo, quanto à
liberdade de escolha, de uma escolha verdadeiramente plural por parte
de todos os públicos. A projecção do filme de André Malraux, L’Espoir,
é mais do que um pretexto para estar presente nesta sessão seguida de
debate cultural. Trata-se de uma produção sobre a guerra civil
espanhola, história de acção sem contornos turvos, abordado pelo lado
do campo republicano, onde o próprio André Malraux alinhou, como tantos
outros intelectuais e artistas seus contemporâneos, marcando corpo
presente na esquadra aérea de resistência.
www.estoril-filmfestival.com
02-11-2009
Estreia nos cinemas RUAS DA AMARGURA
RUAS DA AMARGURA, de Rui Simões
ESTREIA DIA 5 DE NOVEMBRO
Cinema City Classic Alvalade, e Zon Lusomundo Cinemas nas Amoreiras.
Almada Fórum, Dolce Vita Coimbra e Dolce Vita Porto
Inserido na campanha de divulgação do
Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social 2010
“....Ruas da Amargura, visão de uma miséria humana de que tanto se pode dizer que está “escondida” como que nos cruzamos com ela todos os dias. Histórias lisboetas de indigência e infortúnio, sem-abrigo, toxicodependentes, alcoólicos, marginalizados de vários tipos, etc. ...uma parte de Ruas da Amargura sugere uma espécie de “ruína” dos anos 70, um dark side de efeito desfasado no tempo – como a história do homem que saiu de casa adolescente e usava o cabelo “à Led Zeppelin”. Não são” histórias de sucesso”, bem pelo contrario, mas a queda no miserabilismo é sacudida pela resistência (física e mental) dos desafortunados protagonistas, e nalguns casos mesmo por uma inesperada nonchalance, como se o autêntico niilismo punk se pudesse encontrar por aí, nos bancos dos jardins lisboetas.”
Luís Miguel Oliveira – Público
“O tema até pode ser
batido, mas Rui Simões teve o engenho de o abordar numa perspectiva
original e cativante. Ruas da Amargura debruça-se sobre um submundo
da cidade de Lisboa, aquele povoado por marginais, de prostitutas e
drogados a simples mendigos. Mas sobretudo interessa-lhes aqueles que
dedicam a vida a tornar estas vidas um pouco melhores. Alguns francamente
idealistas, outros sem grandes esperanças. Por vezes, corre o risco
de quebrar as fronteiras da privacidade. Mas regra geral mantém-se
sóbrio na descoberta de personagens fascinantes.”
“Rui Simões é autor de duas obras emblemáticas do pós-25 de Abril, de um cinema Militante. Deus Pátria Autoridade, numa severa critica ao regime salazarista, e Bom Povo Português, um documentário sobre a revolução de 1974. Desde aí, Rui Simões tem mantido uma presença discreta, realizando inúmeros vídeos dedicados a várias artes, destacando-se um longo trabalho com a coreógrafa Olga Roriz. Com Ruas da Amargura, Rui Simões regressa em grande, com um olhar muito próprio sobre as franjas esquecidas da sociedade, apelando de forma convicta mas subentendida a um mundo mais justo, numa busca de personagens, nas ruas de Lisboa, da Praça da Alegria ao Jardim Constantino. Ruas da Amargura é um dos favoritos ao prémio nacional do DocLisboa. E o seu realizador tem a justa ambição que o seu filme tenha exibição comercial. Entretanto, volta-se de novo para as margens da sociedade: A Ilha da Cova da Moura, o seu novo documentário já está em fase de montagem.”
Manuel Halpern – Jornal de Letras
Documentário 108’/ Realização de Rui Simões/ Produção Real Ficção 2008/ Distribuição Real Ficção
Financiamento ICAM, RTP e Fundação Calouste Gulbenkian
Selecção oficial nos festivais DocLisboa 2008, 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2008 (Brasil), 37º Festival de Cinema de Gramado 2009 (Brasil)
Para mais informações consultar www.realficcao.com
30-10-2009
CINEMA AO SUL - Fundação INATEL - Avis
23-10-2009
“Aurora”
A Vivacidade - Espaço Criativo convida-o assistir ao filme “Aurora” do realizador F.W. Murnau, no próximo dia 29 de Outubro, pelas 17 horas.
O
Crítico de Cinema José Eduardo Mendonça irá apresentar esta obra
cinematográfica, também, sob o olhar do espectador e do cinéfilo; uma abordagem
cinematográfica, sociológica e histórica.
Vivacidade – Espaço Criativo
Rua Alves Redol, 364 - B
4050-042 Porto
Tel.: 220937093
Fax: 220937092
Mob: 913212884
Mail: geral@vivacidade.pt
Nota do editor: um clássico do cinema alemão antes da Segunda Guerra Mundial. Um filme mudo onde se assobia. Se não o conhece, aproveite. É mesmo uma das raras oportunidades de ver este filme no Porto.
19-10-2009
Linha do Tua - "Pare, Escute e Olhe" no DocLisboa
Caros amigos,
É com prazer que o MCLT – Movimento Cívico pela Linha do Tua o vem convidar a assistir à passagem do filme “Pare, Escute, Olhe”, no âmbito do VII Festival Internacional de Cinema Doclisboa.
Este filme, com realização de Jorge Pelicano e produção de Rosa Silva, é uma obra que retrata de forma fiel o abandono a que a região de Trás-os-Montes e Alto Douro tem sido votada. Tem como pedra de toque a Linha do Tua e todas as promessas vãs, traições e oportunismos políticos a si relacionadas, desde o final da década de 1980 até aos dias de hoje, onde se encontra ameaçada pela intenção de construção de uma barragem que não reúne nenhum ponto positivo a seu favor.
Na aproximação da estreia deste documentário de valor inestimável, e no rescaldo das eleições legislativas e autárquicas, o MCLT vem por este meio reforçar a sua convicção numa Linha do Tua renovada e numa região revigorada a partir desta, onde a barragem do Tua é uma ofensa total à própria identidade do país.
O autoritarismo do Governo de José Sócrates terminou, e as suas tentativas de formar uma coligação no seio da Assembleia da República (AR) foram infrutíferas. No plano regional, o PS saiu do distrito de Bragança com uma categórica derrota, ao passar de 2 para apenas 1 deputado eleito na AR, no decurso das vergonhosas declarações do deputado Mota Andrade e do ex-deputado Luís Vaz sobre a Linha do Tua. A mesma posição de seguidismo e obediência à cúpula do partido foi assumida nesta matéria pela derrotada candidata socialista à Câmara Municipal de Mirandela; para este partido, o Vale e a Linha do Tua devem morrer, custe o que custar, doa a quem doer.
Relembramos que em Julho passado, a Petição pela Linha do Tua VIVA recebeu, em plenário na AR, o apoio total de todos os Partidos da Oposição. É pois chegada a hora do MCLT convidar todos estes Partidos a suportarem, a partir desta Petição, assinada não só por cidadãos nacionais mas também internacionais, uma acção enérgica com uma proposta que expresse de forma clara que não é a vontade do país destruir o Vale e a Linha do Tua sob argumentos falsos de índole energética. É também uma oportunidade para o maior Partido da Oposição se redimir dos erros do passado, quando sob a alçada do governo de Cavaco Silva o comboio em Trás-os-Montes foi quase exterminado até às últimas consequências.
Deixamos-lhe desta forma as seguintes hiperligações onde poderá ter uma melhor antevisão desta obra cinematográfica sobre uma história de abandono e oportunismo político, sintomática das causas de desertificação do Interior de Portugal:
- http://www.pareescuteolhe.com/
- Site oficial do filme, com trailer disponível; - http://pareescuteolhedoc.
blogspot.com/
- Blogue oficial do filme; - http://savetua.blogspot.com/
- Blogue não oficial do filme; - http://www.doclisboa.org/
filmesAaZ/filmes/filmeP04.php
- Página do filme no site oficial do Doclisboa
O filme estará em exibição nas seguintes datas:
- 18 de Outubro – Cinema Londres, 23H00
- 19 de Outubro – Culturgest, 18H30
- 22 de Outubro – Cine Eco 2009, Seia, 22H00
O MCLT aproveita ainda para agradecer o enorme contributo e enaltecer o espírito de sacrifício de Jorge Pelicano e Rosa Silva, que tornaram possível este filme, que será seguramente um duro despertar de consciências num país que se desconhece a si próprio. Para ambos, um grande bem-haja!
MCLT, 17 de Outubro de 2009
16-10-2009
Pare, escute, olhe - 18 e 19 de Outubro no DOC Lisboa
Nos próximos dias 18 e 19 de Outubro, será apresentado no DOC Lisboa o novo documentário do Jorge Pelicano e da Rosa Silva´, "Pare, escute, olhe", "um retrato do despovoamento de Trás-os-Montes, através da linha ferroviária do Tua, actualmente ameaçada...de morte pela construção da barragem de Foz Tua, promovida pelo governo".
http://pareescuteolhedoc.
Reconhecendo a dedicação e sensibilidade com que todo o trabalho foi feito, é com expectativa e emoção que vou ver este filme. Certa de um olhar afectuoso de verdade e ao mesmo tempo de denúncia, será um excelente cartão de visita para a realidade transmontana e para as desigualdades sociais e económicas de um certo Portugal profundo, desconhecido para a maioria dos cidadãos deste país. É preciso coragem para olhar assim...
Este documentário faz uma viagem de 20 anos através da Linha do
Tua, mostrando os politicos e as gentes de ontem e de hoje, as
promessas politicas oportunistas e o desinvestimento na região que,
digo eu, tornaram Trás-os-Montes na sub-região mais pobre da Europa dos
27, conforme estudo revelado recentemente: http://www.linhadotua.net/3w/
.
Depois de vários actos eleitorais que pouco ou nada mudaram no panorama politico regional, acredito que este filme pode alertar e sensibilizar muitos mais portugueses para a defesa da Linha do Tua. Acredito que o "Pare, escute, olhe" vai despertar consciências...
Pela Linha do Tua, pela Rosa e pelo Jorge e por todo o excelente trabalho desenvolvido... vamos ver o filme, divulgar e levar muitos amigos...
Vamos encontrar-nos no DOC Lisboa!...Ou, em breve, numa sala de cinema, perto de si...
...Ou ainda... no Vale do Tua, um destes dias...
;)
Agradeço a todos a divulgação deste filme e do site http://pareescuteolhedoc.
, onde poderão obter informações várias dos autores!
Para informações sobre Salas, horários, bilhetes: www.doclisboa.org
Até breve!
Célia Quintas
14-10-2009
Ciclo de Cinema Documental | Semana ODM Porto: "O Pesadelo de Darwin", dia 15, Quinta-feira, 18h, no CLP
Dia 15 |
Quinta-feira
Auditório
18h00
Projecção do documentário
"O Pesadelo de Darwin" de Hubert Sauper, seguido de debate
sobre «Comércio Justo», no âmbito do Ciclo Documental da Semana ODM (Objectivos
de Desenvolvimento do Milénio).elo de Darwin, de Hubert Sauper | 106’
França – Áustria – Bélgica 2004
Nos
anos 60, no coração de África, um novo animal foi introduzido no lago Vitória
numa pequena experiência científica. A Perca do Nilo, predador voraz, erradicou
a maioria das espécies nativas do lago e multiplicou-se rapidamente.
Actualmente, os seus filetes são exportados para todo o mundo. Enormes aviões
de carga ex-soviéticos aterram diariamente na região para recolher a pescaria.
Em troca, transportam kalashnikovs e munições para as inúmeras guerras em curso
no continente africano. Os florescentes negócios de peixe e armamento criaram uma
aliança globalizada e impiedosa nas margens do maior lago tropical do mundo.
Porque a cultura pode ser uma ferramenta
poderosa de comunicação para o desenvolvimento – e o cinema documental é um
olhar directo sobre as realidades que queremos trazer até ao Porto.
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Joana Branco Lopes
Coordenadora do Projecto "Agência ODM"
www.agenciaodm.org
Associação PAR - Respostas Sociais
Rua da Estrela, nº 21 , 3º andar | 1200-668 Lisboa
Tel. 21 093 53 49 | Tlm. 96 032 93 32 | www.par.org.pt
Clube
Literário do Porto
Rua
Nova da Alfândega, n.º 22
4050-430
Porto
T.
222 089 228
Fax.
222 089 230
Email:
clubeliterario@fla.pt
URL:
06-10-2009
Programa da 10ª Festa do Cinema Francês no Porto
Para conhecer a programação da Festa no Porto, clique neste ficheiro:




